Bragança cidade de Trás-os-Montes, é sede de concelho e de distrito, dista 255 km do Porto, 515 Km de Lisboa e cerca 22 km da fronteira espanhola e a cerca de 100 km de Zamora.
Encontra-se encravada nas montanhas do Nordeste Transmontano, a 700 metros de altitude.
Constituiu-se em 1999 a nível político, uma importante ligação de cooperação com a vizinha Espanha, através da qual Bragança se assume como uma Cidade-chave de um espaço europeu particular inserido noutros de maior dimensão, o Arco Atlântico e a União Europeia.
Bragança pertence à Associação do Pacto do Eixo Atlântico, juntamente com mais 23 Concelhos do Noroeste Peninsular, pertence à Comunidade de Trabalho com Zamora mantendo excelentes relações com esta cidade. Celebrou diversas geminações com cidades de Espanha, de França e do Brasil.
| Área Total | 1173,6 | km2 | 2001 |
| Número de Freguesias | 49 | n.º | 2001 |
| População Residente HM | 34752 | indivíduos | 2001 |
Em Bragança cerca de 16% da população exerce uma actividade no sector secundário, contrastando com os 60% de emprego no sector de serviços.
A Autarquia Local e outros organismos públicos são também importantes entidades empregadoras, das quais depende um volume considerável de emprego.
A nível de formação de Ensino Superior, Bragança contempla três grandes instituições: O, o Instituto Politécnico (IPB) que integra a Escola Superior de Enfermagem e o Instituto Superior de Línguas e Administração (ISLA).
Bragança possui uma concentração de população estudantil bastante significativa que poderá atingir cerca de 15 000 alunos. A maior percentagem estudantil frequenta o Instituto Politécnico de Bragança.
O tecido empresarial de Bragança, apresenta algumas debilidades, representando o sector Terciário cerca de 74%, o Secundário 24% e o Primário 2%.
É uma cidade em que o Comércio e Serviços predominam, existindo alguma Indústria direccionada para a construção civil – betão, ferro e materiais diversos destacando-se contudo a empresa FAURECIA, que desenvolve a sua actividade na área de componentes para automóveis.
Duas Associações, ACISB – Associação Comercial, Industrial e Serviços de Bragança e o NERBA – Núcleo Empresarial da Região de Bragança, esta de âmbito distrital, congregam as empresas sediadas me Bragança, desenvolvendo actividades diversas quer na promoção quer na formação.
No sector da Banca, estão sedias cerca de 22 agências bancárias.
Na área Social trabalham na cidade cerca de 14 instituições.
Na Saúde, Bragança dispõe de um Hospital Distrital, que após a reforma recente da Saúde passou a designar-se Centro Hospitalar do Nordeste, adaptando-se às políticas de saúde definidas pelo Estado, tendentes à diminuição da despesa com este sector! Para além deste equipamento dispõe ainda de um Centro de Saúde encontrando-se em construção um 2º Centro.
Perspectiva-se no curto prazo a construção de uma unidade de saúde de iniciativa privada que irá colmatar as deficiências de oferta de cuidados de saúde nalgumas áreas.
Na área do Ensino, Bragança dispõe desde 1853 de ensino público, sendo criado o antigo Liceu Nacional e em 1919 da Escola Comercial e Industrial. Com a reformulação do ensino, passaram a Escolas Secundárias, dispondo actualmente a cidade de 5 estabelecimentos do ensino básico e secundário, e duas escolas do ensino superior, o Instituto Politécnico de Bragança (IPB), com cursos na área da Gestão, Investigação Tecnológica, Educação, e Enfermagem e também na área Agrícola, e o Instituto Superior de Línguas e Administração (ISLA) nas áreas Administrativa e Linguística.
Na área do ensino básico e infantil, estão a realizar-se algumas transformações significativas com a implementação da Carta Educativa, documento que define a reestruturação do ensino básico. Para isso, a autarquia está já a construir 2 Centros Escolares.
Adaptar a cidade aos novos códigos modernos, tendo como premissa o desenvolvimento sustentável, apoiado na componente ambiental, será certamente o rumo a seguir, assente numa intervenção pragmática, sustentada na abrangência equilibrada do espaço, não apenas numa perspectiva micro-espacial, mas, sobretudo numa perspectiva macro-espacial, porque é inquestionável que o planeamento e ordenamento territorial passam necessariamente pela articulação de objectivos que, de uma forma global, se traduzirão em eficácia de resultados e economia de recursos.