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Artesanato



O artesanato tradicional produzido por todo o concelho de Bragança ainda não perdeu o cariz utilitário que desde sempre lhe esteve subjacente, materializando-se em objetos úteis e funcionais, mas também em peças mais ligadas aos atos festivos e à decoração.

Em cobre produzem-se essencialmente, alambiques e caldeiras, usadas na confeção de doces e enchidos ou tachos de uso quotidiano. O reportório das formas em zinco é mais variado, incluindo igualmente, caldeiras para idêntico uso ao das de cobre, mas também cântaros, candeias, almotolias, funis e regadores para a rega dos hortos.
À festa estão, desde há muito tempo, ligadas as máscaras que disfarçam os rapazes nas festas de Sto. Estevão – os chamados caretos, por altura do solstício de inverno. A peculiaridade e originalidade desta tradição motivou alguns artesãos a produzir estas máscaras, em folha-de-flandres ou madeira, com uma finalidade, essencialmente, decorativa, a qual também é patenteada na feitura de bengalas, de castanho ou salgueiro, ou no aproveitamento das raízes de urze, numa recriação de seres mais ou menos fantásticos que lhes povoam a imaginação.
A cestaria artesanal continua viva em muitas aldeias, sendo óbvia a sua importância numa sociedade rural onde os trabalhos agrícolas e as lides domésticas são as principais atividades. O mais frequente são os trabalhos em vime para a produção de cestos destinados aos trabalhos agrícolas mais pesados, designados por coleiros, enquanto os alçafates, geralmente mais finos destinam-se a usos domésticos como por exemplo no transporte das merendas servidas nas pausas do labor agrícola.
Os tecidos de linho e lã, a par do algodão e trapos, têm aplicações diversas ligadas ao vestuário, de trabalho e de lazer, e ao uso doméstico como lençóis de linho, mantas de trapos, cobertores de lã e colchas de linho, de lã ou de algodão.
Nos dias de hoje, estas confeções foram-se convertendo em relíquias e só, de quando em vez, são utilizadas em festas e romarias ou noutras manifestações mais folclóricas.
Este transformar das matérias vegetais e animais ou dos metais oferece uma panóplia de cenários da vida quotidiana ainda possíveis de serem captados pelos olhares mais atentos às vivências genuínas e francas destas gentes raianas que, perspetivando o futuro não negam a autenticidade dos saberes e da cultura que lhes foram legados.

Fonte: Editor, João Azevedo (1998). Património Natural Transmontano – Parque Natural de Montesinho. Mirandela.

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