Projetado pelo Arq. Adães Bermudes, foi construído em I1903 - 1904, no local onde se havia erguido a Igreja de S. João - que dava nome ao largo. Dos meados do séc. XIII há referências documentais à freguesia de S. João, que aqui devia estar sediada. Apesar das diversas intervenções, durante o séc. XVIII, não foi possível controlar os efeitos da ruína que atingiu o templo. Posteriormente, reduziu-se a uma capela, que o Banco de Portugal comprou para construir a sua sede. (Em 1902, os Sepúlvedas eram titulares da capela. Venderam-na ao Banco de Portugal por quinhentos mil réis). Cerca de 20 anos decorridos, o banco deixa devoluto este edifício, transferindo-se para a Rua 1.º de Dezembro (onde, depois, se instalaria a escola do Magistério Primário) e, em 1947, para o Solar dos Veiga Cabral (já propriedade do nobilitado Sá Vargas) que, entretanto, havia sido recuperado.
Adquirido pela Câmara Municipal (1989) foi restaurado (1999) para instalar o "Gabinete Técnico Local" (G.T.L). Em 2008 sofre obras de remodelação para aqui acolher a Sede da Fundação Rei Afonso Henriques.
Fonte: Câmara Municipal de Bragança (2004). Bragança Cidade – Andares da História. 2ª edição. Bragança.
Edificação setecentista com pedra de armas na esquina do cunhal; o brasão ostenta as armas dos Pintos, dos Figueiredos, dos Sarmentos e dos Fonsecas.
Da simplicidade arquitectónica, sobressai a cornija, constituída por três fiadas de telha. Expropriado o edifício ao seminário, com a República, aqui funcionou o Curso Teológico (1912 a 1916).
Fonte: Câmara Municipal de Bragança (2004). Bragança Cidade – Andares da História. 2ª edição. Bragança.
Em 1791, o Ten. Cor. Eng.º José de Morais Antas Machado traçou o risco para um novo edifício militar, destinado à Guarda Principal que, com ligeiras alterações do projeto inicial, seria construído na Praça de S. Vicente. As novas instalações prestigiavam o Corpo da Guarda Principal até então estabelecido numa modesta casa situada na Rua Espírito Santo, atual Rua Abílio Beça.
Atualmente é sede da "Liga dos Combatentes".
Fonte: Câmara Municipal de Bragança (2004). Bragança Cidade – Andares da História. 2ª edição. Bragança.
Uma das melhores casas apalaçadas de Bragança que foi pertença da família dos Morais, Pimentéis e Bacelares, é um bom exemplar da arquitectura civil de seiscentos, terminando, do lado poente, em torreão. Nos fins do séc. XVII (1694) o Mestre de Campo Domingos de Morais Madureira Pimentel obteve autorização para construir a abóbada / arco que lhe permitiu unir as casas que tinha de um e do outro lado da estreita rua (viela). Pouco antes de 1815 o solar foi intervencionado e acrescentado, tendo as obras corrido por conta da Viscondessa de Mirandela, na altura, titular do morgadio.
Fonte: Câmara Municipal de Bragança (2004). Bragança Cidade – Andares da História. 2ª edição. Bragança
Casa setecentista, armoriada, com tetos de talha em alguns compartimentos e balcões assentes em mísulas esculpidas que recordam máscaras. Sobretudo no piso térreo, tem sofrido grandes intervenções para funções comerciais. Escudo em quartéis com as armas dos Sarmentos, Pimentéis, Morais e Ferreiras. Embora não tenha sido o fundador, a casa foi pertença do General João Sarmento Pimentel que, na Guerra dos Sete Anos (meados do séc. XVIII), como combatente, teria andado por Calais; os soldados, por o acharem parecido com os habitantes dessa localidade, alcunharam-no de Calaínho.
Fonte: Câmara Municipal de Bragança (2004). Bragança Cidade – Andares da História. 2ª edição. Bragança.
O edifício era conhecido pelo "Redondo". Em 1911 dá-se a fusão do Centro Republicano com o "Clube de Caçadores", conservando o nome de "Centro Republicano Emídio Garcia" (que passa a ocupar parte do prédio). Em 1935, após uma inevitável revisão dos estatutos, a designação foi alterada para Clube de Bragança. No rés-do-chão, onde havia uma loja comercial, instalou-se nos fins dos anos 20, o café Chave d'Ouro.
Fonte: Câmara Municipal de Bragança (2004). Bragança Cidade – Andares da História. 2ª edição. Bragança.
De construção oitocentista, esta casa foi pertença da família Sá Vargas, burgueses que alcançaram a comenda da Ordem da Cruz de Cristo.
Fonte: Câmara Municipal de Bragança (2004). Bragança Cidade – Andares da História. 2ª edição. Bragança.
Edifício setecentista , adquirido (1864) aos descendentes de um rico burguês de apelido Pereira, oriundo de Lagoaça e que vivia no Porto, para nele se instalar a Câmara. O primeiro museu, essencialmente arqueológico, denominado Museu Municipal, "viveu" no rés-do-chão. Foi inaugurado em 1897, sendo seu Director o Coronel Albino Lopo.
Fonte: Câmara Municipal de Bragança (2004). Bragança Cidade – Andares da História. 2ª edição. Bragança
A casa que foi do Visconde de Ervedosa (filho do Tenente - General Sepúlveda) preparou-se, em 1910, para receber o Rei D. Manuel II durante a visita à cidade, que, no entanto, não se chegou a realizar. Em 1942, o edifício foi adquirido para Sede do Município, onde se manteve até 1982. Recuperado para "Centro Cultural", serviu, primeiro, a instalação da Presidência da República (Presidência aberta de Mário Soares - Fevereiro de 1987).
Atualmente, após a abertura do Centro Cultural Adriano Moreira, localizado na Praça da Sé, este edifício funciona como Auditório, que serve a Assembleia Municipal e, no piso superior, o Centro de Fotografia Georges Dussaud.
Fonte: Câmara Municipal de Bragança (2004). Bragança Cidade – Andares da História. 2ª edição. Bragança.
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