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Exposições de Eduardo Souto de Moura e de Graça Morais

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18 Fevereiro 2017 a 28 Maio 2017

Eduardo Souto de Moura

“Proporção e Desígnio”

A partir das  obras de Eduardo Souto de Moura: a Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais, o Estádio Municipal de Braga, a Pousada de Santa Maria do Bouro, o edifício Burgo, no Porto, e o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, em Bragança, entre outras, comparam-se esquissos com fotografias evidenciando a coerência entre a conceção e a construção do objeto arquitetónico; entre a proporção da invenção e o desígnio da matéria.

Curadoria: Joaquim Portela e António Queirós              

Colaboração: Marta Rocha, Filipa Roque, Jorge Almeida

Agradecimentos: Maria Luísa Souto Moura

Souto de Moura

 

Graça Morais

Diários sem ordem - As imagens e as palavras”

O desenho, mais do que a pintura, que na obra de Graça Morais frequentemente se indistinguem, combinam ou sobrepõem, radicou sempre como atividade dorsal em todo o processo de criação.

Ao longo de mais de quarenta anos de carreira artística, a sua obra tem vindo a evoluir numa constante reinvenção, experimentação e até revisitação de temas e abordagens anteriores, ao mesmo tempo que vem mantendo, numa polaridade de opções e estratégias visuais, a unidade e a singularidade de uma obra que não para de nos surpreender.

Prova disso é a genealogia dos trabalhos que agora se apresentam, na sua maioria inéditos que, não obstante o campo fragmentário de temas e intervalos temporais que os originam, têm na associação da palavra escrita ao desenho e à pintura o denominador comum.

Sem qualquer pretensão ou filiação literária, Graça Morais tem vindo a realizar um conjunto muito diverso de escritos, seja como complemento do desenho, seja extrínseco ao trabalho pictórico que, em distintas ocasiões, tomaram a forma de diário.

Ocasionais e sem a continuidade própria do género, estes trabalhos acontecem usualmente fora do habitual espaço de criação, materializados em diversos cadernos e blocos de papel ou pequenas folhas soltas.

São os sentidos que determinam o discurso, são o modo como a artista se interroga sobre assuntos tão diversos como os pequenos nadas do quotidiano, a arte, a condição humana ou a sua perceção do mundo.

A variação de suportes destes Diários sem Ordem é consentânea com a diversidade da gramática estilística, a que dá forma a partir do vigoroso desenho das figurações a carvão e a pastel, que combina e complementa com a palavra escrita, à qual se impõe, pelo imediatismo do gesto, uma opacificação do que é dito.

 

Curadoria: Graça Morais e Jorge da Costa

Produção: Município de Bragança / Centro de Arte Contemporânea Graça Morais

Graça Morais

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