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Espaços Verdes

Introdução

Bragança considera o ambiente urbano, a conservação e gestão do património natural e paisagístico do concelho, fatores fundamentais na estratégia de desenvolvimento sustentável concelhio. A importância dos espaços verdes no meio urbano como elementos essenciais na qualidade de vida, levou o Município a apostar decisivamente no incremento de espaços verdes, passando de 28.653 m2 de espaços verdes em 1998, para 420.292 m2 em 2014, permitindo proporcionar 18,38 m2 por habitante de espaço verde. Este valor esta acima do preconizado pela Organização Mundial de Saúde. O intenso trabalho feito com princípios de sustentabilidade permitiram designar Bragança Cidade Verde, Cidade amiga do Ambiente.

Bragança continuará a aposta na imagem de cidade saudável e amiga do ambiente, incrementando os equipamentos lúdicos, de estada e interação nos espaços verdes da cidade. O projeto “Bragança Saudável, Bragança Solidária”, inserido na Rede de Cidades Saudáveis, contribui decisivamente para o aumento da qualidade de vida dos munícipes, através da adoção de hábitos saudáveis e de usufruto dos espaços verdes e património natural envolvente.

Poderá consultar as principais características, nomeadamente a localização, espécies, mobiliário urbano, diversidade florística e funcionalidade, dos seguintes espaços verdes urbanos:

Parque Urbano do Fervença

Situado numa extensão que vai desde a cidadela até ao espaço que terá sido alcançado pela expansão urbana no século XVI ou XVII, o corredor verde do Fervença constitui um elemento de referência na vivência da cidade, marcado pela presença do rio e pela perspetiva que se abre sobre o Monte São Bartolomeu, sendo desde há muito reclamado o seu usufruto pela população.

Este espaço está historicamente associado aos usos e costumes praticados em torno do rio Fervença, num espaço caracterizado pela transição entre a margem esquerda, onde se desenvolveu maioritariamente a cidade, e a margem direita, marcada pelas encostas do Monte de São Bartolomeu.

O Programa Nacional de Requalificação Urbana e Valorização Ambiental das Cidades - POLIS - constituiu uma oportunidade de transformação do espaço, consubstanciado em torno de dois projetos:

  • Fase 1 - projeto desenvolvido pelo Gabinete Vasco da Cunha, com a Coordenação da Arq.ª A
  • Isabel Vaz Serra, iniciado em 2000 e concluído em Setembro de 2002;
  • Fase 2 - projeto Desenvolvido pelo Gabinete SA -Sociedade de Arquitetos, com a coordenação do Arq. António José da Cunha Braamcamp de Marcelos Silva, iniciado em 2003 e concluído em 2006.

Este parque veio dignificar e beneficiar o rio Fervença na sua passagem pela cidade, tornando-o mais visível e acessível a todos os cidadãos e, em particular, a todos os residentes da zona ribeirinha.

Ao longo da sua curta existência, para além do uso intensivo que dele fazem a população da cidade e os visitantes, em especial durante a Primavera e o Verão, tem também sido utilizado para feiras e exposições, atividades desportivas e de ar livre.

Este espaço verde configura-se num corredor ribeirinho, que se desenvolve em dois troços. O primeiro (Fase 1) situa-se entre a Ponte do Fervença e a Rua dos Batoques tendo sido concebido como um espaço verde formal, com vegetação plantada e intervencionada.

Numa abordagem mais detalhada e devido às suas características é possível dividir o primeiro troço em duas partes: o corredor ribeirinho e a encosta do Senhor da Piedade. O segundo troço (Fase 2), aqui abordado com menor profundidade, inicia-se no último açude do primeiro troço, desenvolve-se seguindo o rio ao longo do seu percurso pela zona dos Batoques, terminando nas imediações da entrada leste do Castelo e do Parque de Merendas, junto à ponte do Jorge.

O corredor ribeirinho da primeira fase corresponde ao espaço que acompanha o Rio Fervença na sua passagem pelo centro da cidade. Começa na Rotunda da Flor da Ponte, na entrada da Rua Alexandre Herculano, e segue em direção ao centro, terminando em frente ao Jardim Doutor António José de Almeida, junto ao último açude deste trecho do rio.

Este espaço possui vários acessos possíveis a partir das duas margens do rio, desde a Rotunda da Flor da Ponte e do Jardim José de Almeida, ao longo da Rua Alexandre Herculano e desde a Rua do Rio Fervença, por escada, rampa, caminhos em gravilha ou empedrados.

Em cada uma das margens há um corredor pedonal que acompanha o rio em toda a sua extensão até ao espelho de água, junto à Rua Doutor António José de Almeida. As zonas pedonais em madeira, gravilha ou pedra, partem dos corredores principais e divergem em várias direções. Ao longo do percurso é possível passar de uma margem para a outra por meio de pontes de ferro, num total de quatro.

Uma esplanada, um parque infantil, um parque de manutenção física para a terceira idade, as instalações da Casa do Mel (edifício em arquitetura tradicional), um antigo moinho de água recuperado e exposto de forma pedagógica e didática, bem como algum equipamento simultaneamente decorativo e recreativo, são polos de interesse do corredor. Para além disso, o próprio rio, a vegetação instalada ao longo das margens, as aves que aí encontram abrigo, e outro tipo de fauna, como as ocasionais lontras, constituem um atrativo para os visitantes.

A vegetação acompanha as margens do rio, e está também instalada em canteiros, organizados em socalcos, alguns apresentando declive apreciável. As zonas das margens assim como as dos canteiros encontram-se relvadas ou cobertas de vegetação herbácea espontânea que é frequentemente aparada. Espécies arbóreas e arbustivas de porte, folhagem e estrutura bastante diversificada estão isoladas, organizadas em linhas ou em grupos, formando manchas que se distinguem atendendo a vários critérios, tais como: porte, persistência ou caducidade das folhas, tonalidade de cascas e folhagem, floração ou frutificação.

Na margem esquerda, ao longo da zona pedonal que conduz ao Jardim Doutor António José de Almeida, e principalmente, nos trajetos planos e mais afastados do leito do rio, foi utilizada alguma vegetação arbustiva de porte rasteiro que reveste o espaço e que forma intenso contraste com os relvados através da cor da folhagem ou da presença de frutificações abundantes e conspícuas, como por exemplo as coberturas de cotoneaster ou de santolina.

A encosta da capela do Senhor da Piedade configura um espaço com declive acentuado, organizado em patamares e socalcos, e que ocupa maioritariamente a margem direita do Rio Fervença. Toda a área é percorrida por vários caminhos empedrados e em gravilha, rasgados segundo as curvas de nível.

Na maioria da sua extensão, os taludes encontram-se relvados, ou pontualmente, cobertos de casca de pinheiro. Nestes taludes foram plantadas espécies arbóreas e arbustivas, em linha, formando pequenos bosquetes, ou pequenos grupos de forma geométrica ou irregular. No declive do lado leste, contíguo à escadaria que liga o espelho de água à Capela do Senhor da Piedade, existe uma área de olival, que corresponde ao coberto arbóreo e herbáceo inicialmente instalado naquela zona, antes da intervenção. Trata-se de um espaço com bastante interesse pela presença de castanheiros, do olival e da flora que lhe está habitualmente associada.

Na base desta pequena colina, o rio faz um cotovelo no qual fica o último dos quatro açudes existentes desde a ponte do Fervença. Quando a respetiva comporta se mantém encerrada, forma-se um apreciável espelho de água, que permite ainda a observação dos vestígios do antigo fontanário em pedra. Para além disso, perto deste local foi também construído um anfiteatro, com vista para o espelho de água e o Jardim António José de Almeida, que circunda uma área empedrada e pedonal com fontes e repuxos interativos.

Daí, parte a escadaria que termina no cimo da colina, junto à Capela do Senhor da Piedade (1908) e ao Miradouro, locais a partir dos quais se pode apreciar uma agradável panorâmica do jardim, da cidade e do castelo. No ponto em que a Rua do Fervença se encontra com a Rua Tomás Ribeiro encontram-se um bar com esplanada e um talhão ajardinado, limitados por uma sebe de fotínias de folhagem bicolor e brilhante, que confina na sua parte superior com a Estrada do Turismo. O espaço correspondente à Fase 2 foi concebido numa abordagem distinta e contrastante com a etapa anterior. O carácter encaixado do vale do rio Fervença e a escassez de espaço disponível, levaram à definição de uma paisagem mais natural, de valorização das margens e do contexto paisagístico da envolvente, que assume um carácter pitoresco, pese ao facto de se assistir a alguma degradação do edificado e à ocorrência, pontual, de elementos descaracterizadores.

Entre as diversas ações e resultados da intervenção, destacam-se a construção de um passadiço ao longo da margem esquerda do rio, sobre o emissário de efluentes, a recuperação de diversos edifícios e elementos presentes (moinho - Casa da Seda e fontanário), a construção do Centro de Ciência Viva e a criação de diferentes espaços de permanência e contemplação.


Jardim António José de Almeida

Jardim localizado no centro da cidade, junto à margem esquerda do Rio Fervença, confina com a Rua da República, o edifício do Conservatório Municipal e Centro Cultural e a rua Doutor António José de Almeida.

Este espaço verde toma o nome do político republicano português, natural de Penacova, António José de Almeida (1866-1929), que foi o sexto presidente da República Portuguesa eleito em 1919. A sua construção foi concluída em 1935.

A partir da data da sua conclusão, o jardim passou a funcionar como local privilegiado de passeio da população e para a realização de diversos eventos culturais e políticos, verbenas, festas e feiras, que até então ocupavam o espaço da Praça da Sé. O atual coreto veio substituir o existente na referida praça que foi demolido em 1931. Ao longo de vários anos o jardim foi palco de diversos eventos como, as Festas da Cidade e as feiras do Livro, das Cantarinhas, do Artesanato, Dia da Criança e Dia do Ambiente. Em tempos neste mesmo espaço e no período estival, chegaram a realizar-se sessões de Bingo.

A configuração atual reflete as diversas intervenções que este espaço sofreu ao longo do tempo com o objetivo de melhorar as condições de fruição pela população.

Encontra-se dividido em duas zonas. Ao patamar superior tem-se acesso por escadaria, tanto a partir da Rua da República como desde a zona inferior confinante com a Rua Doutor António José de Almeida. O nível inferior corresponde à zona mais nobre do jardim, onde se encontram instalados, na sua maioria, os equipamentos de apoio e a vegetação.

No patamar superior distinguem-se três áreas: a área central na qual está implantado um busto do Abade de Baçal, datado de 1935, rodeado por uma zona pedonal empedrada e com um canteiro frontal; e duas áreas laterais uma cimentada e outra plantada de árvores com o solo coberto de gravilha, onde em tempos houve um parque infantil.

Na zona inferior que se acede tanto por escadaria como diretamente pela Rua Doutor António José de Almeida, para além da vegetação, destacam-se um coreto, um chafariz, várias esculturas de José Pedro Croft (datadas de 2003) e painéis de azulejos. Outrora o jardim estava limitado e separado da Rua Doutor António José de Almeida por uma sebe alta de piracanta (Pyracantha coccinea), que foi removida, abrindo o espaço ao rio.

A vegetação dominante corresponde a séries de árvores alinhadas e a árvores podadas em formas arbustivas arredondadas e piramidais. Diversas espécies arbustivas e herbáceas encontram-se plantadas em canteiros de formas geométricas, regulares, por vezes com traçado simétrico, limitadas por buxo em poda curta, formando bordaduras e rodeadas de relva. Tílias frondosas dominam o espaço e por isso as Tiliáceas são a família botânica de maior importância no jardim. As árvores antigas e de grande porte são refúgio de aves e proporcionam boa sombra no Verão, para além de intenso perfume durante a época de floração. Destacam-se também vários áceres, família das Aceráceas. Contudo o estado sanitário e a má conformação de alguns dos exemplares refletem a idade das árvores e antigas intervenções menos ajustadas a uma correta manutenção.

Neste espaço é notória também a presença de um velho teixo, família das Taxáceas, e de uma única magnólia, família das Magnoliáceas, cuja abundante e vistosa floração e frutificação é um dos pontos fortes do espaço. Atualmente ambos os exemplares evidenciam alguns problemas sanitários e de manutenção que afetam o porte destas duas espécies e prejudicam o seu natural interesse ornamental.

No patamar superior confinante com a Rua da República encontra-se uma plantação recente de cerejeiras-do-Japão (família das Rosáceas).

A vegetação com forma arbustiva corresponde a várias espécies arbóreas de folhagem vistosa e persistente, principalmente da família das Cupressáceas, mas também alguns exemplares de Pináceas e de Oleáceas. Trata-se de espécies interessantes do ponto de vista ornamental mas que se encontram podadas em formas geométricas, pelo que apresentam portes arbustivos que não superam 1,5m de altura. A manutenção destas formas arbustivas exige poda intensa, o que dificulta a sua identificação específica.
No interior dos canteiros, para além de espécies arbustivas e arbóreas são sazonalmente plantadas várias espécies herbáceas com floração vistosa e colorida, que, juntamente com a floração das roseiras e de duas antigas árvores-de-Júpiter Lagerstroemia indica (família das Litráceas), contrastam com as várias tonalidades de verde dos diferentes tipos de folhagem persistente das espécies arbustivas, e fazem a nota de cor do espaço verde, principalmente durante a Primavera e o Verão. Também notável o ambiente cromático do jardim no Outono, proporcionado pela tonalidade amarelada da folhagem das tílias e dos áceres, principalmente quando a luz solar atravessa as copas densas.

Este jardim encontra-se particularmente bem equipado para a estância e a fruição da população, com diversos bancos largos em madeira, permitindo o plácido desfrute do conforto da sombra no Verão e de um conjunto de elementos estéticos e, por vezes, lúdicos como o coreto e a fonte central. Dispõe também de sanitários públicos.
Neste espaço, em particular junto ao coreto, é frequente a prática de jogos tradicionais como o fito e as cartas.


Jardim Artur Mirandela

Construído na década de noventa e projetado pelos Serviços da então Divisão Defesa do Ambiente da Câmara Municipal de Bragança, este jardim toma o nome de Artur Mirandela, cidadão Transmontano, antifascista que ajudou vários exilados políticos do regime de Salazar e que se destacou no apoio à candidatura do General Humberto Delgado.

Jardim da entrada do Bairro Artur Mirandela, entre a Alameda de Santa Apolónia e a Rua Camilo Castelo Branco. Forma parte de um espaço contínuo que inclui o corredor lateral da alameda, que se estende entre ambas as entradas de acesso automóvel ao Instituto Politécnico de Bragança.

Na zona central está implantado um monumento homenageando Artur Mirandela com citações de Luís de Camões e Miguel Torga. Confinando com a Alameda de Santa Apolónia foi construída uma pequena capela de homenagem a Nossa Senhora de Fátima, pelo que o local é normalmente frequentado por devotos do culto Mariano.

O interesse ornamental do espaço advém da folhagem e frutificação exuberantes tanto dos aceres como dos ligustros. Os primeiros são espécies de folha caduca cuja folhagem se torna bastante vistosa no Outono, quando adquire tonalidade amarela e amarelo acobreada; os segundos de folhagem perene de tom verde variável, apresentam no final do Outono e durante todo o Inverno profusa frutificação, bagas de cor negra-avermelhada e brilhante, que se salientam no verde das copas e são um polo de atracão de aves. O penacheiro, que se encontra em boa forma, é também apelativo, porque se trata de um

A vegetação encontra-se dispersa por uma área quadrangular relvada. O espaço está limitado por quatro catalpas da família das Bignoniáceas, precisamente na face adjacente ao passeio da Rua Camilo Castelo Branco. A espécie arbórea dominante é o Acer, pelo que as Aceráceas são a família botânica de maior importância no jardim. Salientam-se também diversos ligustros (família das Oleáceas), árvores de porte médio e copa regular densa. Presentes também alguns ciprestes (família das Cupressácea), uma magnólia de folha caduca (família das Magnoliáceas) e um penacheiro (família das Gramíneas). Formando bordadura ao longo do acesso à capela, estão plantados vários exemplares de azáleas.

O mobiliário presente neste espaço encontra-se ajustado ao carácter limitado do jardim. Assim, este espaço apenas oferece, para além da possibilidade de culto da santa, a possibilidade de repouso nos bancos existentes no local.


Jardim da Brasileira

Este jardim, implementado nos finais da década de noventa, está situado no Bairro da Coxa e encontra-se limitado pelas traseiras dos edifícios, cuja entrada principal se situa na Rua D. Pedro IV e na Rua do Brasil. Confina com terreno livre do lado da Rua Doutor António Pinheiro. O acesso efetua-se por uma escadaria entre os prédios da Rua D. Pedro IV e, diretamente, a partir da estrada que conduz à entrada das garagens dos referidos edifícios.

Está organizado em quatro talhões relvados, de forma irregular, onde se encontram plantadas unicamente espécies arbóreas. Os talhões são limitados e definidos por caminhos empedrados.

Trata-se de um espaço com dimensão apreciável e potencialmente interessante para a plantação de espécies arbustivas agrupadas, para complementar os exemplares arbóreos existentes.

A vegetação dominante corresponde a um relvado onde se encontram implantadas folhosas maioritariamente organizadas em linhas. Algumas árvores estão dispersas ou formam pequenos grupos. As espécies em maior número são as catalpas da família das Bignoniáceas, os choupos das Salicáceas e os plátanos das Platanáceas. Alguns castanheiros-da-Índia, liquidambares e freixos completam o elenco de espécies deste espaço. Qualquer das plantas referidas tem interesse pela forma das folhas e respetiva tonalidade durante o Outono. Quer pela sua implantação no espaço, quer pelo porte favorável à produção de copas volumosas e densas estas árvores permitem o adequado e conveniente sombreamento das áreas de lazer (parque infantil) e repouso.

Na zona central há uma pequena área com bancos, diverso equipamento e um canteiro central. Num dos espaços laterais está instalado um pequeno parque infantil. Dispõe de mais mobiliário de jardim, distribuído de forma irregular.

A combinação entre a vegetação e o mobiliário existente faz com que este espaço seja muito frequentado por crianças, tanto residentes na zona como frequentadoras de instituições de ensino na envolvente, caso do Infantário da Caritas.


Jardim Bartolomeu de Gusmão

Este espaço recebe o nome de Bartolomeu de Gusmão (1685 - 1724), sacerdote jesuíta, cientista e inventor brasileiro, conhecido por ter inventado o primeiro aeróstato operacional, sendo considerado uma das maiores figuras da história da aeronáutica mundial.

Este Jardim, de construção bastante recente, localiza-se entre a Rua João Reboredo e a Rua Bartolomeu de Gusmão no Bairro do Seixo, confinante com o Bairro Artur Mirandela e por detrás da Alameda de Santa Apolónia. Está formado por um único talhão em forma de paralelogramo com dimensão apreciável, que tira partido do declive natural.

A vegetação consiste numa cobertura herbácea, formada fundamentalmente por vegetação espontânea e relva, e num conjunto harmonioso de espécies arbóreas e arbustivas onde se destacam os plátanos, as oliveiras, os castanheiros-da-Índia e algumas espécies de folha perene da família das Cupressáceas, como os ciprestes e os cedros.

Pequenos maciços e linhas de arbustivas, com destaque para as forsítias, as piracantas e os aloendros limitam parte da área do jardim.


Jardim da Câmara Municipal

Este espaço verde foi construído na zona onde em tempos se erigia o Forte S. João de Deus, também conhecido por Forte de Cavalaria, cuja fundação remonta ao terceiro quartel do século XVII, apresentando então uma planta quadrangular.

Este espaço sofreu várias alterações, sendo o seu formato atual resultado de uma intervenção datada de 1991 da responsabilidade do Arquiteto Adérito Morais.

Jardim localizado junto ao edifício da Câmara Municipal de Bragança, desenvolve-se desde o cruzamento da Rua Afonso V com a Avenida 22 de Maio, subindo na direção da Rua Doutor Manuel Bento.

Está dividido em diversos sectores: dois que ladeiam a estrada que conduz ao edifício principal; um separador triangular com o brasão do município; um nó de ligação, em frente à entrada nobre do edifício, com escadaria central de acesso à porta principal; vários canteiros ladeando a entrada do edifício; e um canteiro lateral, que confina com as instalações da antiga Junta Autónoma de Estradas (EP - Estradas de Portugal) fazendo a ligação com a zona de acesso ao parque de estacionameno e edifícios secundários, nas traseiras do edifício principal.

Os sectores mais extensos são os canteiros longitudinais que acompanham a estrada de acesso ao edifício principal (Rua D. Afonso V), onde também está instalado o mobiliário urbano. Nestes espaços laterais encontram-se traçados diversos canteiros de forma triangular, limitados por buxo, e por vários caminhos em gravilha que percorrem todo o espaço, funcionando como corredor de acesso às zonas superiores e permitindo o lazer e repouso. Principalmente durante o Verão, é uma área bastante atraente pela aprazível sombra proporcionada pelas espécies arbóreas.

Quando observado de vários pontos da cidade, a estrutura e geometria deste espaço verde sobressai na paisagem e beneficia o impacto provocado pela rigidez e formalidade do edifício. Na altura do Natal e durante as Festas da Cidade as árvores de folha persistente são frequentemente ornamentadas com luzes decorativas.

A zona arborizada e ajardinada é dominada por vegetação arbórea, uma mistura agradável de resinosas e folhosas. Séries de árvores alinhadas ou formando grupos, bem como arbustos e espécies arbóreas podadas em formas arbustivas, prismáticas, arredondadas e piramidais são também uma nota marcante do espaço. Na zona central, as espécies arbóreas e arbustivas encontram-se implantadas em canteiros de forma triangular e dimensão variada, por vezes limitados por buxo em poda curta, formando bordaduras e rodeados de relva. Algumas arbustivas ou arbóreas em topiaria encontram-se plantadas em canteiros de pedra que acompanham a escadaria principal e as zonas contíguas à entrada principal do edifício.

Ao longo das faixas laterais, desenvolvem-se longitudinalmente vários canteiros estreitos também com buxo formando bordaduras. No seu interior para além de várias espécies arbóreas e arbustivas, estão plantadas roseiras e diversas espécies herbáceas, como por exemplo, amores-perfeitos, margaridas e petúnias, que variam de acordo com a época do ano.

O brasão do município está traçado num canteiro relvado. Encontra-se desenhado em relevo com buxo (Buxus sempervirens) podado em sebe baixa, preenchido por evónimo (Euonymus japonicus) no topo, berberis púrpura (Berberis thunbergii), no escudo central, e por herbáceas anuais, como petúnias ou begónias, no topo, na base e nos lados do escudo. O nome da cidade encontra-se desenhado e talhado também em buxo.

As espécies mais vistosas do espaço repartem-se por diversas famílias botânicas. Várias Pináceas e Cupressáceas ressaltam pela imponência do seu porte, forma da copa e cor da folhagem. São exemplo, as pseudotsugas (Pseudotsuga menziesii), os cedros (Chamaecyparis lawsoniana e Cupressus lusitanica) e os vários zimbros (Juniperus spp.) e tuias (Thuja orientalis) no nó de ligação. Nas zonas laterais dominam as folhosas, das famílias Tiliáceas, Platanáceas e Leguminosas. Tanto as tílias e os plátanos, como as olaias (Cercis siliquastrum) e as acácias-de-Constantinopla (Albizia julibrissin) ou até mesmo os aceres (sobretudo Acer negundo) conferem, nas várias épocas do ano, intenso colorido ao espaço, tanto pelas tonalidades da folhagem como pela sua intensa e atrativa floração e/ou frutificação.

Nos espaços laterais que acompanham o troço da Rua Afonso V, para além das espécies arbóreas já mencionadas, também se encontra vegetação com forma arbustiva principalmente da família das Rosáceas, mas também alguns exemplares de Cupressáceas e de Rutáceas. Trata-se de espécies interessantes do ponto de vista ornamental quer pela folhagem lustrosa e vistosa, quer pela intensa e colorida floração, alguma dela bastante aromática como no caso da mangeriqueira (Choysia ternata), da cerejeira-de-folha-persistente (Prunus laurocerasus) e do marmeleiro-de-jardim (Chaenomeles japonica). São podados em formas geométricas, pelo que apresentam porte arbustivo que não supera 2 m de altura. Principalmente no caso das Cupressáceas, a severa poda a que tem de ser submetidas para manter a forma dificulta bastante a sua identificação específica.

As características deste local, que no Verão se encontra, na sua quase totalidade, ao abrigo do sol, fazem deste espaço um lugar ideal para o repouso e o desfrute da sombra, com a possibilidade de utilização dos bancos presentes.


Parque da Quinta da Braguinha

Espaço verde criado no âmbito do Projeto de Loteamento da Quinta da Braguinha, foi projetado pelo Arquiteto João Ribeiro, tendo sido concluído em 2002, pelos serviços da então Divisão Defesa do Ambiente.

Este parque de contorno triangular, ocupa uma área de cerca de dois hectares. Está situado no Bairro da Braguinha e limitado pela Avenida das Forças Armadas, Rua João XXI e Rua Professor Lucas Pires.

O Parque encontra-se estruturado em três faixa longitudinais principais: uma faixa central de maior dimensão e duas faixas laterais.

Distinguem-se cinco zonas de vegetação e espaços de lazer que apresentam um traçado irregular e estão definidas e limitadas por caminhos de terra batida com bordadura de paralelos. Grande parte da área ajardinada encontra-se coberta de relva, com exceção de três canteiros localizados nas proximidades dos vértices do triângulo e de um canteiro situado na faixa central.

A vegetação, exclusivamente arbórea e arbustiva, está organizada de acordo com as cinco zonas referidas anteriormente. Na faixa central e numa das faixas laterais estão implantadas árvores em alinhamento, destacando-se o choupo-de-copa-estreita ou choupo-piramidal da família das Salicáceas. Ainda na faixa central ressalta a presença de várias espécies arbustivas como a fotínia, a sempre-noiva, alguns salgueiros espontâneos, cuja folhagem e floração contrastam entre si, e de várias espécies arbóreas associadas em grupos de três ou dispersas. Na outra faixa lateral foram plantadas, de forma dispersa, folhosas (em maior número) e misturas de resinosas que formam um bosquete potencialmente interessante pelo contraste entre forma, tonalidade e policromia da folhagem e pela frutificação vistosa e abundante de algumas das espécies, como por exemplo das tramazeiras e do pilriteiro, ambos da família das Rosáceas ou das píceas e diferentes cedros, das famílias Pináceas e Cupressáceas. Nos canteiros traçados nos vértices da área encontram-se cultivadas várias espécies de alfazemas, abélia, pieris, pitosporo e fotínias, que se destacam ao longo de todas as épocas, tanto pela abundante floração visitada por numerosos incestos, como pela policromia da folhagem.

O espaço está extensamente equipado com bancos, papeleiras, bebedouros e iluminação. Complementam os equipamentos um parque infantil e um WC canino.


Praça Cavaleiro Ferreira

O seu nome vem do professor e político Manuel Cavaleiro de Ferreira (1911-1992), natural de Bragança, que exerceu funções de magistrado e de jurista, foi ministro da justiça do governo de Salazar (1944-1954) e Professor Catedrático de Direito Penal da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa bem como da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa, de que foi, também, um dos fundadores. A construção deste espaço, da autoria do Arquiteto Fonseca Modesto, foi concretizada em 1957.

A estética dominante é claramente inspirada pela formulação dos projetos do Estado Novo, marcada pela uniformidade e rigor das formas. Esta Praça é também conhecida por Praça 1.º de Maio, sendo frequentemente palco de atividades de cariz político, educativo e promocional. Está localizada entre a Avenida João da Cruz e a Avenida Sá Carneiro, frente ao Teatro Municipal. Encontra-se ladeada pelos edifícios do Tribunal Judicial de Bragança e do Tribunal de Trabalho.

Possui uma área central calcetada, tipo calçada portuguesa, com bancos de pedra colocados na área de influência das copas das árvores, beneficiando de aprazível sombra nos meses quentes. No topo desta área encontra-se uma fonte, com vários repuxos, conhecida na cidade por Taça ou Peixe (visto que está encimada por um peixe de cuja boca sai água).

A vegetação dominante corresponde a cerca de quinze tílias, alinhadas, que limitam o espaço verde e se encontram implantadas em canteiros relvados que bordejam toda a área da praça, apenas interrompidos pelos acessos pedonais ao espaço central. Trata-se de árvores antigas e de grande porte que são refúgio de aves e proporcionam boa sombra no Verão, para além de intenso perfume que exalam durante a época de floração e aprazível ambiente outonal, proporcionado pela folhagem amarela das robustas copas. Mais recentemente, foram plantados mais exemplares de tílias, tanto na praça central como nos passeios adjacentes.

Ladeando a fonte há quatro Cupressáceas, interessantes pelo tom glauco da sua folhagem permanente e pela forma cónica das copas. No espaço também sobressaem as palmeiras, que apesar de implantadas há relativamente poucos anos se encontram num bom estado de desenvolvimento.

Por baixo das árvores, em canteiros geométricos, rasgados no relvado, são sazonalmente plantadas várias espécies de herbáceas, amores-perfeiros, sécias, petúnias e begónias, por exemplo, plantas de floração vistosa e colorida, atraente para insetos, que conferem uma nota de cor ao espaço, principalmente durante a Primavera e o Verão.

Este espaço, de pequena dimensão, tem como elemento mais marcante as presenças da fonte e do repuxo. Apresenta ainda diversos bancos em pedra e candeeiros dispostos uniforme e lateralmente, no espaço central.


Jardim da Estação Rodoviária

Implantado junto a um dos mais emblemáticos edifícios da cidade, a antiga Estação do caminhos-de-ferro, edifício datado do início do século XX, este jardim foi implantado na sequência da construção do viaduto e da reconversão da envolvente do edifício, onde atualmente funciona a estação rodoviária de Bragança.

Este espaço verde da autoria do Arquiteto Carlos Praça do Gabinete de Arquitetura e Serviços, Lda. ficou concluído em 2004. Desenvolve-se entre a rua da Estação e a rua de Vale de Álvaro, prolongando-se até à Avenida das Forças Armadas.

Está estruturado em diferentes talhões que envolvem tanto o parque de estacionamento como os apeadeiros e os edifícios, comunicando entre si através de zonas pedonais. O espaço é percorrido por caminhos empedrados e escadas, acedendo-se por vários pontos a partir das vias de circulação confinantes. Do ponto mais alto, junto ao cais de embarque para viagens de longo curso, pode apreciar-se um interessante panorama da parte nova da cidade, da serra de Montesinho e da Lombada.

A vegetação distribuída por vários talhões ao longo do espaço é, fundamentalmente, constituída por diversas espécies de porte arbóreo, arbustivo e herbáceo, muitas plantas perenes de cobertura, que sobressaem principalmente pelos tons e formas da folhagem, a que acresce a floração abundante de algumas dessas espécies.

Neste espaço privilegiaram-se espécies arbustivas resistentes a condições climáticas rigorosas como as que se fazem sentir no local, sobretudo devido à exposição a ventos, geada e insolação. Estas espécies têm tendência para formar uma boa cobertura do solo, sempre que mantidas em bom estado.

A distribuição aleatória das espécies pelos vários talhões que integram o espaço, tirando partido de portes e formas, proporciona zonas homogéneas que contrastam entre si e que apesar disso apresentam uma continuidade ao longo das zonas pedonais.

Salientam-se pela floração, frutificação e policromia da folhagem várias espécies da família das Rosáceas como os diferentes tipos de cotoneaster, a Potentilla fruticosa, a Pyracantha coccinea, o Crataegus monogyna de flor rosada e as cerejeiras de porte chorão que foram plantadas em canteiros individuais. Nalguns talhões são particularmente interessantes os bosquetes de loureiros (Laurus nobilis), as coberturas de caluna-de-folhagem-dourada (cultivares de Calluna sp.) e os maciços de azáleas (Rododendron spp.).

As Berberidáceas também se encontram profusamente representadas pelas mahonias, de floração exuberante, e pelas berberis, de folhagem vermelha e verde. Também as Oleáceas e as Hidrangeáceas presentes, lilaseiros (Syringa vulgaris) e silindras (Philadelphus coronarius), respectivamente, contribuem com floração aromática muito interessante.

As Cupressáceas com a sua folhagem sempre verde e o seu porte cónico ou piramidal destacam-se da restante vegetação e correspondem a vários exemplares de zimbros (Juniperus spp.) e de cedro-do-Oregon (Chamaecyparis sp.).

Ocupam ainda um espaço apreciável outras espécies com interesse aromático como as alfazemas, que alternam com hipericão de jardim usado em manchas extensas, e que por isso proporcionam um ambiente agradável durante a floração.

Espécies menos frequentes em jardins públicos também podem ser observadas aqui, incluindo os bambus (botanicamente difíceis de determinar, mas eventualmente do género Phyllostachys resistente ao frio e do género Bambusia amplamente cultivado), a gilbardeira (Ruscus aculeatus), o jasmim (Jasminum fruticans), o mirtilho (provavelmente Vaccinium corymbosum), a veigela (Weigela Jlorida) e o medronheiro (Arbutus unedo). Os exemplares de bambus foram instalados em canteiros de acesso limitado ou junto aos pontos de água.

As restantes espécies encontram-se dispersas nos patamares que envolvem o Museu Ferroviário e o Parque Infantil.

A maioria dos exemplares foi instalada há relativamente pouco tempo pelo que ainda não é possível admirar todo o potencial que este tipo de vegetação permite quando se encontra num estado de desenvolvimento mais evoluído e quando mantida de forma adequada.

Trata-se de um espaço com diversas funções, que dispõe de múltiplos elementos, incluindo, um Museu Ferroviário, um Parque Infantil e uma zona de lazer, tirando partido das antigas vias do caminho-de-ferro onde foram instalados bancos com rodas, vários pontos de água formando repuxos, apeadeiros para transportes locais e de longo curso, esplanadas, um parque de estacionamento e serviços de apoio aos viajantes.


Parque Eixo Atlântico


Este Parque, projetado pelo Arquiteto Luís Doutel, assume a designação de Eixo Atlântico em homenagem à associação transfronteiriça de Municípios que configuram o sistema urbano da região Galiza - Norte de Portugal, conhecida por «Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular». Trata-se de uma associação de direito privado, sem fins económicos, fundada em 1992, que determina um espaço euro-regional e inter-estatal cuja filosofia prossegue as orientações da União Europeia e integra várias cidades que pretendem ser os motores do desenvolvimento nas regiões em que se inserem.

O jardim desenvolve-se entre o Bairro do Campelo e a Avenida Abade Baçal, e confina com o recinto das piscinas do Clube Académico de Bragança, com a Avenida Professor Gonçalves Rodrigues, e com a Rua Correia Araújo no Bairro do Estádio.

A área principal, adjacente à Avenida Abade de Baçal, está formada por duas faixas longitudinais, no sentido da maior dimensão, que estão relvadas e plantadas com árvores em linha ou formando grupos. Situado no meio dessas zonas laterais, junto ao passeio da Avenida Abade de Baçal, está um espelho de água com repuxo. Uma das faixas longitudinais prolonga-se pela Avenida Professor Gonçalves Rodrigues na direção da Avenida Luciano Cordeiro e limita um recinto empedrado onde está instalado diverso mobiliário de jardim.

A outra faixa relvada lateral termina junto à área pedonal, continuando no seu alinhamento um canteiro, também longitudinal, que acompanha a Rua Correia Araújo e no qual estão instaladas árvores em linha, em solo coberto com gravilha. Ao lado do parque infantil e junto à curva da Rua Correia Araújo há uma outra área relvada onde estão instaladas várias espécies arbóreas dispersas.

Depois de passar a vedação das piscinas, nas traseiras do Edifício do Pinhal, há uma mancha de vegetação arbórea que ocupa a zona entre a Avenida Professor Gonçalves Rodrigues e a Avenida D. Sancho I, onde está edificado um monumento em homenagem a um combatente morto na Índia em 1961.

A ligação entre a zona inferior (Avenida Abade de Baçal) e a superior (Avenida Luciano Cordeiro) faz-se por uma faixa arborizada com solo coberto de gravilha e corredor de acesso empedrado.

O acesso a todo o recinto é feito por caminhos empedrados a partir de múltiplas entradas. Tirando partido da sua amplitude e acessibilidade o espaço é frequentemente usado para atividades culturais, desportivas e recreativas.

A vegetação dominante, unicamente do tipo caducifólia, corresponde a várias secções de relvado com séries de árvores alinhadas e dispostas em faixas laterais, no sentido longitudinal do jardim, o sentido que apresenta maior dimensão. Na zona junto à vedação das piscinas, por trás dos sanitários e do parque infantil, e na área das traseiras do Edifício do Pinhal, na parte superior do jardim, a vegetação do tipo arbóreo instalada no relvado foi plantada formando bosquetes de pequenos grupos de espécies iguais ou afins.

As espécies arbóreas em maior número e com características morfológicas que lhes conferem maior visibilidade (forma e cor da folhagem, floração ou porte) são os aceres, família botânica das Aceráceas, as olaias, da família das Leguminosas, as tílias da família das Tiliáceas, os choupos, da família das Salicáceas e os carvalhos das Fagáceas.

No parque não há vegetação arbustiva ou herbácea, para além da plantada em alguns canteiros de ferro, que são amovíveis e que condicionam o acesso a viaturas. Contudo, todo o parque beneficia da sebe verde de piracanta (Pyracantha coccinea) da família das Rosáceas, que limita o recinto das piscinas em toda a sua extensão.

Este espaço apresenta um conjunto importante de elementos e equipamentos, que à data da sua instalação foram inovadores na cidade, de entre os quais se destacam: o repuxo e pequeno lago com água e ponte, existente junto da Avenida Abade de Baçal; o parque infantil e a rampa para desportos radicais (Half Pipe); os diversos elementos escultóricos presentes; os sanitários; e o WC canino.


Jardim do Castelo

O castelo de Bragança, elemento fortificado cujas origens remontam ao sec. XII ou XIII, sofreu ao longo do tempo sucessivas alterações no seu interior e envolvente. Na margem esquerda do rio Fervença, é um dos mais importantes e bem preservados castelos portugueses. Do alto de seus muros avistam-se as serras de Montesinho e de Sanábria (a Norte), a de Rebordões (a Nordeste) e a de Nogueira (a Oeste).

As suas funções defensivas remetem para uma lógica de defesa face a investidas provenientes do exterior, em especial dos vizinhos castelhanos, razão que motivou a construção de muralhas, a primeira das quais remontará a 1377. Como era frequente nas cidades medievais, Bragança assumia a configuração de uma fortaleza, devidamente protegida com muralhas e contendo, no seu interior, a cidadela compacta, local de residência de uma parte significativa da população e que, em momentos de conflito, acolhia também os residentes na envolvente, que aí procuravam refúgio.

Trincheiras, muralhas e outro tipo de elementos defensivos foram sendo construídos ao longo do tempo. Contudo, fatores de diversa ordem e conflitos, conduziram à sua degradação e progressiva reconstrução dos vários elementos. Particular destaque merecem as intervenções que o castelo sofreu a partir da década de 1930 e que, segundo o Instituto Português do Património Arquitetónico, levaram à reinvenção e re-monumentalização do conjunto.

A necessária proteção da envolvente do castelo deu lugar a espaços verdes de elevada qualidade, cuja presença dignifica e acrescenta valor ao conjunto monumental do castelo da cidade de Bragança. A cidadela, densamente habitada, inclui igualmente alguns espaços verdes interessantes distribuídos por diversas parcelas, a maior das quais corresponde ao espaço da antiga praça de armas do quartel de infantaria.

No seu conjunto, estas áreas, pelas suas notáveis características, são particularmente apelativas para os turistas. De facto é comum a presença de inúmeros visitantes provenientes das mais diversas origens, que acrescenta uma interessante dinamização humana ao espaço do castelo.

A caracterização dos espaços verdes do castelo e da sua envolvente apresenta-se, por facilidade de leitura e interpretação subdividida em três grupos estabelecidos de acordo com a sua localização e atributos:

  • o jardim do Duque D. Fernando de Bragança, junto à entrada oeste;
  • as áreas que contornam as muralhas do castelo;
  • os jardins da cidadela.
O jardim do Duque D. Fernando de Bragança

Este espaço verde toma o nome do 2.° Duque de Bragança, D. Fernando, personagem associada à história de Bragança, sob cuja regência o burgo recebeu o foral de cidade. A merecida homenagem é prestada na estátua presente no local.

Este espaço encontra-se dividido em duas zonas que ladeiam a estrada de acesso ao interior, pela porta oeste. Confina com a rua de Santo Condestável, a Rua Trindade Coelho e a Rua de S. Francisco. Do lado orientado a sudoeste, termina num miradouro sobre o Rio Fervença, área na qual também está implantada a estátua de D. Fernando, Duque de Bragança.

Distinguem-se, pelas características e organização da vegetação, um patamar elevado cujo acesso se faz por escada a partir da Rua de Santo Condestável, por rampa a partir da Rua de S. Francisco e diretamente a partir da Rua Trindade Coelho, bem como um logradouro do outro lado, na zona do mirante. Do lado do Miradouro há sobretudo espécies arbóreas e pequenos talhões relvados com arbustos. Do lado da Rua de Santo Condestável, o espaço está estruturado em vários canteiros geométricos onde se dispõem tanto espécies arbóreas, como arbustivas e herbáceas. Os caminhos encontram-se calcetados com pedra rústica da região ou em terra batida. Vários bancos em pedra e outro mobiliário de jardim equipam o espaço.

A partir do patamar superior acede-se à mata envolvente do castelo, e permite contornar o edificado pelo lado norte, e junto ao miradouro, parte o caminho pedonal que circunda o castelo pelo lado sul. Ambos possibilitam um circuito pedestre que chega até à porta leste do castelo. Os dois percursos dão ainda oportunidade para divergir em direção à zona do parque de Merendas, situado por baixo da porta leste, ou para aceder ao Corredor Ribeirinho do Fervença, descendo por vários caminhos possíveis até à Ponte do Jorge, que por sua vez constitui ligação tanto para o centro da Cidade, Praça Camões e Jardim António José de Almeida, como para o Parque POLIS e o Corredor Verde do Fervença.

A vegetação dominante corresponde a séries de árvores alinhadas e a árvores podadas em formas arbustivas arredondadas e piramidais. Diversas espécies arbustivas e herbáceas encontram-se plantadas em canteiros de formas geométricas, regulares, por vezes com traçado simétrico, limitados por buxo em poda curta, formando bordaduras e rodeados de relva. Tílias frondosas dominam o espaço e por isso as Tiliáceas são a família botânica de maior importância no jardim. As árvores antigas e de grande porte constituem refúgio de aves e proporcionam boa sombra no Verão, para além do intenso perfume libertado durante a época de floração. Destacam-se também o castanheiro-da-Índia, família das Hipocastanáceas, alguns carvalhos, plátanos e nogueiras. Contudo, o estado sanitário e a má conformação de alguns dos exemplares são reflexo, da idade das árvores, de critérios de implementação desajustados ao espaço e de sucessivas práticas de manutenção menos favoráveis ao seu desenvolvimento harmonioso.

A vegetação com forma arbustiva corresponde a várias espécies arbóreas de folhagem vistosa e persistente, principalmente da família das Cupressáceas, mas também das Rosáceas e Oleáceas. Trata-se de espécies interessantes do ponto de vista ornamental que se encontram podadas em formas geométricas, pelo que apresentam formas arbustivas que não superam 1,5m de altura. Tuias, cedro--do-Oregon, zimbros, cerejeiras, sempre-noiva, roseiras (floribundas e poliantas) e ligustros, entre outros.

No interior dos canteiros, além de espécies arbustivas e arbóreas, são sazonalmente plantadas várias herbáceas com folhagem e floração vistosa e colorida ou, com interesse aromático (begónias, margaridas, sálvias, petúnias, gladíolos, por exemplo). Notável o ambiente cromático do jardim no Outono, proporcionado pela tonalidade dourada da folhagem das tílias, amarela e avermelhada das restantes espécies de folhosas, fortemente contrastante com as espécies de folha persistente e sempre verdes.

A envolvente das muralhas do castelo

Espaço verde que se desenvolve em torno das muralhas do castelo, limitado pela Rua de Santo Condestável, Rua de São Francisco, Rua da Rainha e pelo Caminho do Jorge. Forma um circuito com vários caminhos pedonais e acessos a partir de diversos pontos. Conhecido pela Mata do castelo, o espaço está organizado em patamares onde se destacam árvores muito antigas e de porte imponente (tílias e cedros, por exemplo), combinadas com espécimes jovens instalados no âmbito do programa POLIS, numa intervenção recente. Os percursos deste espaço permitem usufruir da calma e bem-estar proporcionados pela vegetação, pela presença de muitas aves e pela contemplação da impressionante paisagem que se avista a partir de vários pontos da envolvente e que abrem panoramas sobre a cidade antiga e moderna e sobre o vale do Fervença. Por outro lado, esta mata é uma nota dominante na paisagem urbana, tanto porque se vislumbra de quase todos os pontos da cidade, como pelo efeito policromático da folhagem caduca e dourada das tílias que contrasta com a dos cedros, sempre verde.

A vegetação essencialmente do tipo arbórea é densa e muito variada em termos de forma e porte, porque neste espaço verde coincidem espécies muito antigas (tílias, cedros, nogueiras e freixos) com espécies plantadas recentemente (bétulas, espinheiros e aceres) as quais, por isso, se encontram ainda pouco desenvolvidas.

Acompanham esta flora outras espécies arbóreas e arbustivas, bem como uma flora herbácea espontânea ou fugida de cultura (lírios e vinca, por exemplo), que contribuem com uma nota de cor durante a Primavera e para a frescura do ambiente durante o Verão.

A entrada junto à Rua de Santo Contestável encontra-se relvada e arborizada com linhas de bétulas em patamares. Já nas áreas de maior declive encontram-se plantados maciços de cerejeiras, aceres-de-montpellier, e espinheiros, sobressaindo também algumas piracantas em forma livre. As vertentes viradas a Norte correspondem às zonas mais antigas, enquanto que as viradas a Sul sofreram intervenção recente e por isso a vegetação não é tão abundante e densa. Nestas vertentes existe um coberto herbáceo seminatural que é habitualmente aparado e espécies arbóreas formando grupos, das quais se destacam os negrilhos junto à entrada este do castelo, os cedros e espécies afins espalhados ao longo da muralha e os abetos, já bem perto do acesso ao jardim de D. Fernando na entrada oeste do castelo.

Os jardins da cidadela

No interior do castelo, na cidadela, podem observar-se várias áreas arborizadas e ajardinadas, para além dos logradouros, quintais e varandas onde a população cultiva espécies ornamentais, aromáticas e condimentares. A estrutura verde mais formal deste espaço pode considerar-se dividida em três zonas distintas: a zona das muralhas junto ao largo principal, o pequeno bosque no local onde está o Pelourinho e o jardim por baixo do Miradouro, junto ao largo da igreja.

Estão aqui presentes vários polos de atracão histórica e cultural, para além do castelo e do Museu Militar a funcionar no seu interior, que são intensamente visitados. Destacam-se a Igreja de Santa Maria, a Domus Municipalis, o Pelourinho, o Museu Ibérico da Máscara e do Traje e o miradouro para a margem esquerda do Fervença.

A vegetação arbórea está constituída por árvores de grande porte, tílias (sobretudo Tilia tomentosa), lodão-bastardo (Celtis australis), aceres (Acer pseudoplatanus), ulmeiros (Ulmus minor), amoreiras (Morus spp.), ciprestes (Cupressus sempervirens), como as que se encontram junto à muralha, porta este do castelo e no largo principal, as que estão em frente à entrada principal da Igreja de Santa Maria e as que formam um pequeno bosque no átrio onde está implantado o Pelourinho. Mesmo por trás da Domus, ainda é visível o local onde outrora esteve um frondoso negrilho (Ulmus minor) e que foi dizimado pela grafiose. Dispersos nestas zonas, existem também outras espécies arbóreas ainda de pequeno porte, como o azevinho (Ilex aquifolium), a árvore do paraíso (Elaeagnus angustifolia) e o espinheiro-da-virgínia (Gleditsia triacanthos).

Junto ao Miradouro numa pequena faixa ajardinada destacam-se várias oliveiras pela folhagem verde acinzentada e os folhados pela intensa floração branca. Ainda neste espaço são cultivadas várias roseiras e espécies herbáceas como os lírios de várias cores (Iris germanica e I. xhiphium), séssias (Callistephus chinensis) e hortênsias (Hydran-gea macrophylla). Alguns muros e telhados estão cobertos de heras de folhas verdes e variegadas (Hedera helix e H. colchica, respectivamente).

Em várias zonas da cidadela e também nos logradouros e quintais estão cultivadas ou crescem de forma espontânea fruteiras (figueiras, ameixeiras, cerejeiras, por exemplo) e arbustivas ornamentais (roseiras, lilaseiros, noveleiros), para além de variadíssimas espécies herbáceas, perenes ou sazonais, alimentares e ornamentais, como as couves-galegas e outras hortícolas, as hortênsias, as sardinheiras, os gerânios, as petúnias, as roseiras, entre outras. É frequente encontrarmos semeados em recipientes de diversa forma e tipo (vasos de barro ou, plástico, latões, entre outros) principalmente salsa, hortelã, arruda e alfazema, mas também outras espécies aromáticas e condimentares ou plantas ornamentais.

Os jardins do castelo de Bragança assumem características únicas no contexto dos espaços verdes locais. A relação que se estabelece entre a vegetação e o edificado é aqui singular, sendo fácil descansar num dos muitos bancos existentes e, simultaneamente, desfrutar da beleza da paisagem e do edificado.
No interior do castelo é possível encontrar diversos elementos de apoio aos utilizadores, como sejam bares e restaurantes, esplanadas, instalações sanitárias, entre outras.


Envolvente da Catedral

Trata-se de um espaço implantado recentemente na envolvente da nova Catedral de Bragança. Confina a sul com a Avenida 22 de Maio e a oeste com o limite da área ocupada pelo edifício e logradouro da antiga Junta Autónoma de Estradas (EP - Estradas de Portugal). Desenvolve se desde a vedação da propriedade da EP até à estrada de acesso ao parque de estacionamento, ao longo de um talude, com um declive apreciável, localizado por detrás da catedral e que se prolonga até ao recinto da feira, nas traseiras do Mercado Municipal. Complementarmente existe um canteiro que rodeia o pequeno muro do parque de estacionamento, instalado junto ao passeio da via que faz o acesso entre a Rua Engenheiro Adelino Amaro da Costa e a Rotunda do Mercado (confinante com a Escola Abade de Baçal).

Todo o espaço está encimado por um terraço panorâmico em semicírculo, rodeado por uma espécie de pilastras em granito, que limitam em parte um pequeno tanque, ladeado por bancos em pedra. Um murete separa esta zona panorâmica do relvado que está instalado numa das zonas mais declivosas do espaço. A partir do ponto mais alto partem vários caminhos empedrados, que dão acesso à Avenida 22 de Maio e ao parque de estacionamento e que acompanham os canteiros revestidos por casca de pinheiro, onde estão plantadas, para além de espécies arbóreas e arbustivas, várias plantas que podem assegurar uma boa cobertura do solo.

A conceção deste jardim tira partido do declive existente, apesar das dificuldades de contenção da erosão, e do porte e volume das espécies arbóreas, arbustivas e herbáceas perenes instaladas, muitas delas bem adaptadas às severas condições edafo-climáticas, pondo em destaque os maciços coloridos que alternam com bosquetes de plantas de folhagem variegada.

A vegetação deste parque torna-se muito interessante e atrativa porque aposta nos contrastes das formas, portes e cores e numa cobertura vegetal, que uma vez instalada e desenvolvida permitirá controlar de modo eficiente a erosão. Espécies arbustivas das famílias das Crucíferas, Labiadas, Rosáceas, Leguminosas, Oleáceas, Berberidáceas, entre outras, garantem abundância de flores coloridas (amarelas, brancas, roxas e rosadas) e sobressaem pelos cambiantes de folhas e caules ou pelos aromas que exalam.

No parque de estacionamento e junto aos acessos da catedral encontram-se implantados em caldeiras vários exemplares de castanheiro-da-Índia, carvalho e cipreste, que proporcionarão sombra adequada à finalidade do espaço.

A vegetação do tipo arbórea de maior porte está dispersa ao longo do talude e é formada essencialmente por alguns exemplares da família das Ulmáceas, por tramazeiras (Sorbus aucuparia), faias (Fagus sylvatica var.), bétulas (Betula sp.), ciprestes (Cupressus sempervirens). Junto ao mirante encontram-se plantados em bosquete, espécimes de tulipeiros-da-Virgínia (Liriodendron tulipifera), cerejeiras de jardim (Prunus serrulata) e carvalhos (Quercus sp.).

A combinação harmoniosa entre espécies arbustivas de porte e folhagem diferente e herbáceas perenes de cobertura define manchas coloridas, verdes e glaucas que dão muita visibilidade ao espaço. Este é o caso das manchas de giesta branca (Cytisus múltiflorus), plantadas alternadamente com os lilaseiros de flor branca e roxa (Syringia vulgaris), os grupos de espinheiros (Crataegus sp.), de budleias (Buddleja davidii), e de sempre-noivas (Spiraea spp.), os piracantas (Pyracantha coccinea), os zimbros (Juniperus spp.), os cotoneaster ou os tamarix, por exemplo.

Conjuntos formados pela mistura de espécies como as cravinas (Dianthus sp.), os tomilhos (Thymus spp.), as janeiras (Bergenia sp.), o Sedum sp., os azevinhos (Ilex aquifolium) de folhagem variegada, noveleiros (Viburnum opulus), várias espécies de Berberidáceas e hipericão de jardim (provavelmente Hypericum calycinum) asseguram e incrementam o colorido deste espaço, pela intensa floração, frutificação ou características da folhagem.

A profusão de plantas aromáticas ao longo do talude é um atrativo para insetos e aves e proporcionará agradável odor nos dias mais quentes. Maciços de santolinas e erva-do-caril ou douradinha, de cinerárias, de alecrim, tomilho-limão, sálvia e ajuga, bem como a variedade de alecrim de porte rasteiro de intensa floração violeta são um bom exemplo dessas espécies.

Alguns bancos, iluminação e papeleiras constituem o principal equipamento deste espaço.


Jardim Bairro Novo da Previdência

Espaço verde situado numa praceta junto à Rua Visconde da Bouça, no Bairro da Coxa, por detrás Associação de Municípios da terra Fria do Nordeste Transmontano. Trata-se de uma pequena área ajardinada entre blocos de habitação, que se destaca pela colocação periférica de espécies arbóreas limitando uma zona relvada e diverso mobiliário. A disposição das árvores de grande porte proporciona boa sombra tanto para o parque de recreio, como para a zona de lazer e ainda para a área de estacionamento.

A vegetação dominante é constituída por tulipeiros-da-Virgínia (Liriodendron tulipifera) plantados em linhas que formam os limites do espaço. Pertencentes à família das Magnoliáceas são espécies interessantes do ponto de vista ornamental pela forma particular das suas flores e pela silhueta peculiar das suas folhas. De crescimento rápido, alcançam um bom tamanho pelo que são indicadas para produzirem sombra.

No relvado também se encontram vários arbustos de flores vistosas e/ou aromáticas, como as silindras, as giestas, os ligustros e os evónimos, assim como uma pequena palmeira.

Implantado numa zona central de um bairro residencial, este espaço dispõe de diversos bancos que, aliados aos elementos de vegetação presentes, favorecem o seu uso pela população.


Parque Urbano da Coxa

Inaugurado a 19 de outubro de 2012, o Parque Urbano da Coxa foi construído no âmbito do Plano de Ação “Bragança Ativa”. Ao avançar com esta infraestrutura, o Município de Bragança teve como objetivo requalificar uma área, sem utilização e em situação de abandono, que originava uma imagem negativa associada ao Bairro da Coxa. Situando-se em plena malha urbana da cidade de Bragança e dada a proximidade ao Rio Fervença, o espaço, onde “nasceu” o Parque Urbano da Coxa, é um local privilegiado que tem, agora, uma área com cerca de dois hectares. O Parque Urbano da Coxa, conjuntamente com a área verde envolvente e os equipamentos desportivos do Bairro Social da Coxa, contribui para uma significativa elevação da qualidade urbana e atratividade desta zona da Cidade.
A vegetação dominante, arbustiva e arbórea, é constituída por Liquidambar, Betulas, Celtis, Fotinias e Lavandulas.


Praça Cónego Valdemar Pires e Ciclovia da Mãe D’Água

|A Praça Cónego Valdemar Pires, inaugurada a 25 de abril de 2012, foi construída num espaço disponível, pouco valorizado e de depósito de aterros, passando agora a ser um local qualificado e confortável, de encontro e de convivência, nomeadamente para as populações jovem e idosa.
Construída em frente ao Bairro Social, a obra, é uma ligação privilegiada, pedestre e ciclável, desse aglomerado populacional à Estacão Rodoviária e, consequentemente, ao centro da Cidade de Bragança, promovendo a integração dos Bairros da Mãe d’Água e da Estação.

 

O Município de Bragança decidiu, em Julho de 2004, iniciar o Plano Verde da cidade de Bragança, assinando um protocolo de colaboração com o Instituto Politécnico de Bragança para, sob coordenação da Divisão de Defesa do Ambiente da Câmara Municipal, proceder à elaboração do Plano Verde da cidade, do livro Espaços Verdes de Bragança e do Manual de Boas Práticas em Espaços Verdes.

Bragança tem desenvolvido um conjunto de projetos e iniciativas que visam o ambiente urbano e rural, numa aposta por um desenvolvimento sustentável e melhoria da qualidade de vida da população, nomeadamente através do Plano de Acão da Agenda 21 Local, do Plano Verde da cidade de Bragança, do Plano de Urbanização e do Plano Diretor Municipal, os quais, estão intrinsecamente relacionados com o Plano Estratégico para a Eco Cidade de Bragança.

O Manual de Boas Práticas em Espaços Verdes pretende apoiar os cidadãos na construção de espaços verdes sustentáveis de qualidade, adequados ao clima e com redução no consumo de água, assim como disponibilizar informação de apoio na construção e manutenção dos espaços verdes sob responsabilidade do Município.

Para a elaboração do Manual de Boas Práticas em Espaços Verdes foi essencial o contributo de um conjunto alargado de professores do Instituto Politécnico de Bragança ("autores"), dos técnicos da Divisão de Defesa do Ambiente da Câmara Municipal e de outras instituições que, através dos conhecimentos especializados que detêm nas várias matérias abordadas, desenvolveram um manual com textos acessíveis ao público em geral e informação técnica mais detalhada para um público mais especializado.

 

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